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Jair Santos, fundador e Presidente do Grêmio Recreativo Cultural e Beneficente Escola de Samba EM CIMA DA HORA PAULISTANA,  não é uma pessoa conhecida do grande público e nem mesmo dos amantes do samba em geral, mas sua vida, desde a infância, foi influenciada pela cultura do samba e do Carnaval.

 

Natural da Cidade de São Paulo, Jair Santos começou logo no inicio de sua vida, quando ainda era um garoto,a  freqüentar as quadras e ensaios das chamadas grandes Escolas de Samba de São Paulo.

 

A primeira agremiação em que desfilou foi no Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba PEROLA NEGRA e nesta agremiação, segundo suas próprias palavras, pouco aprendeu pois participou não efetivamente dos preparativos de Carnaval da Escola e lá permaneceu por apenas um desfile, um Carnaval.

 

Mas, como se diz no meio sambístico, ele foi "picado" pelo bichinho do Carnaval e num acontecimento no mínimo inusitado quando ele foi vitima de um atropelamento sem socorro, teve como ajuda para levá-lo a um Hospital nada mais, nada menos que um dos maiores compositores do Carnaval de São Paulo, Ademir Fala Macio (já falecido) e que durante o trajeto até o hospital prometia para Jair, para acalmá-lo, que  ia ficar bom e que ele , assim que tudo voltasse ao normal, levaria Jair no ensaio de uma Escola de Samba.

 

Ademir era nesta época componente da Ala de compositores da Escola de Samba MOCIDADE  ALEGRE e passou a namorar a prima de Jair, o que mais tarde viria a facilitar com que cumprisse sua promessa.

 

Passaram-se meses e Jair Santos ficou bom do acidente, do qual trás até hoje como lembrança uma prótese interna na perna direita, a qual não o impede de nada, apenas limita-lhe alguns movimentos, inclusive para sambar.

 

Ademir cumpriu sua promessa e levou Jair ao ensaio da MOCIDADE ALEGRE.

 

Foi uma paixão a primeira vista. Jair ficou como membro da Mocidade durante 23 anos de sua vida.

  

Colaborou com a Escola do Bairro do Limão como Diretor de harmonia, merendeiro (empurrador de alegorias) , Diretor de Harmonia,  Comissão de Frente, Chefe (Presidente de Ala), etc... 

 

Até hoje cita a Mocidade como exemplo a nos espelharmos e diz que é muito grato a esta agremiação pois aprendeu muito com a rapaziada da Morada do Samba (carinhoso nome com o qual chamam a quadra da Mocidade Alegre).

 

Porem, por ter natureza bravia e apta a desafios, Jair, convidado por alguns amigos do bairro onde foi morar ao se casar, o Grajaú, fundou com amigos e vizinhos a nossa EM CIMA DA HORA PAULISTANA

   

A intenção ao fundar a EM CIMA DA HORA era por em pratica tudo aquilo que ele e seus amigos, fundadores da agremiação junto com Jair,   não viam as grandes Escolas de Samba fazerem a suas comunidades, ou seja, o trabalho social, alem, lógico de levar a cultura do samba e do Carnaval a uma comunidade que jamais havia tido o prazer de conhecer estas culturas.

 

 

Hoje em dia, após quase 13 anos de fundação da Escola  a EM CIMA DA HORA se identifica como uma ONG (Organização Não Governamental) sócio / educativa / cultural e como tal realiza atividades durante o ano todo direcionadas a comunidade carente do bairro e da região onde esta sediada a CORUJA DO SAMBA (Grajaú / Capela do Socorro/Parelheiros).

  

Atividades como  cursos profissionalizantes, grandes ações sociais sazonais que reúnem mais de 3 mil pessoas e são  voltadas a prevenção de doenças, saúde dentaria, saúde oftalmológica, orientação jurídica, palestras sobre diversos assuntos (violência doméstica, gravidez na adolescência, etc...) e outras atividades, todas fazendo parte do projeto social da Escola intitulado PERIFERIA DO AMANHÃ...CULTURA É COISA SÉRIA.

 

Jair é o Samba em pessoa....Come, bebe, dorme e discursa, sempre colocando o samba e a nossa EM CIMA DA HORA PAULISTANA  em primeiro plano.

 

 Sua experiência obtida nos anos em que foi membro da MOCIDADE ALEGRE, estão sendo de grande importância para nossa EM CIMA DA HORA.

 

Jair Santos defende que uma Escola de Samba não pode restringir seus trabalhos apenas ao Carnaval e sim tem que atuar durante o ano todo em iniciativas sociais a sua comunidade, especialmente os carentes, afinal de contas, de acordo com ele mesmo, as Escolas de Samba são ONGs sócio educativas culturais, apesar da maioria das pessoas não saberem disto e  do poder publico não as enxergar assim por puro preconceito cultural.

 

Sua idéia para nossa CORUJA DO SAMBA é em torná-la uma Escola de Samba modelo na qual muitas outras se espelhem para aplicarem  a suas comunidades tudo aquilo que puderem levar-lhes de cunho social e educativo.